Batidas na porta da frente,
É o tempo.
Eu bebo um pouquinho pra ter argumento,
Mas fico sem jeito, calado.
Ele ri,
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar, e eu não sei.
Num dia azul de verão, sinto o vento,
Há folhas no meu coração,
É o tempo.
Recordo o amor que perdi,
Ele ri.
Diz que somos iguais,
Se eu notei,
Pois não sabe ficar
E eu também não sei.
E gira em volta de mim,
Sussurra que apaga os caminhos,
Que amores terminam no escuro, sozinhos. ..

Respondo que ele aprisiona, eu liberto,
Que ele adormece as paixões, eu desperto.
E o tempo se roi com inveja de mim,
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver.
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer,
Eu posso, ele não vai poder, me esquecer.

 

 

Midi e letra do site:

Webmaster & Design Ninh@ Lopes de Sá /Copyright © 2002/2004 / *Aconchego da Ninh@®*.Todos os direitos reservados nos precisos termos da Lei 9.610 de 19.02.1998, Lei dos Direitos do Autor. Editada em: 09.10.2004