Transformo minhas mãos em dádivas,

Ocultando o que afaguei em silêncio,

Libertando-me do calor que transformou

Em brasas o que já dorme em minha alma.



Sinto nelas o poder intenso da carícia,

Que nas pontas dos dedos escorre,

No sangue a latejar quente e célere,

Desenhando a escultura imaginada.



Minhas mãos que ritmadas desenham,

A imagem estranha que me transformou,

Em artista a elaborar fantasiosas miragens,

Já voam em busca da objetiva essência.



Encontro em seu toque o deleitoso prazer,

Tantas vezes em sensualidade transformado,

E a carícia simbolizada em energias,

Elabora na natureza seu poder de criação.



Minhas mãos encontram a fortaleza,

No simples tato doce e poderoso,

Evocando o vôo dos belos pássaros,

A procurarem no espaço a liberdade.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

Música Incidental: "Forever Young" - Alphaville