O tempo passa
pelas frestas da vida,
e nós aqui,
neste quarto,
nesta cama,
a querer ganhar 
todo o tempo
em pouco tempo.
Nossas bocas 
se encontram num 
frenesi,
como se fosse 
o nosso ultimo beijo.
Os nossos corpos,
falam a linguagem
mais antiga
e mais conhecida 
no mundo.
Nossos abraços 
são tão fortes
que parece que vamos 
nos fundir um ao outro,
nos transformando 
num só.
Nosso sangue se
misturando com
nossos suores, nossos cheiros,
nossos pensamentos e
nossos desejos.
O espaço na cama...
Nossa sombra na parede...
Nos mostra 
a fúria deste amor.
Queremos nos engolir
com as nossas bocas,
nos devorarmos todinho
com nossos olhares.
Com as nossas forças
nos fazer por inteiro nosso.
Uma hora de amor,
uma hora só nossa,
em que para nós
nada importa,
e que no mundo 
nada nos interessa.
Pra que a pressa,
se temos a pressa 
do prazer?
Que fazer, se não 
passamos disso?
não conseguimos
nos transformar
em um só ser?
Mas logo o desejo 
voltará, e continuaremos
tentando ate que o 
cansaço nos separe!

7/2/2002

  Música Incidental: "Amor Selvagem" - Desconheço o autor da digitalização desta música, se você souber por favor mande-me um E-mail, para que os créditos devidos lhe sejam atribuídos.