Enquanto ausente estás 
É a poesia que me habita 
Cercando-me de doçuras. 
Aquietar-me não poderia 
Sabes-me assim, impulsiva 
E derramada em ternuras 

Enquanto ausente estás 
Entrego-me impune à saudade 
Doce, pungente e silenciosa 
Retomo momentos e encantos 
Sou mesmo dada a profundezas 
Caudalosa, quando sinto 

Enquanto ausente estás 
Surpreendo-te, alma exposta 
Planejo mimos, ardo em esperas 
Sussurro à solidão minhas confissões 
Mantenho a porta entreaberta 
Uma provocação ao teu retorno 

Enquanto ausente estás, 
Toco-te com as palavras. 
Sente o contorno das letras 
Como o despir de uma carícia. 
Escuta a voz que te busca 
No entreabrir dos lábios 
De cada verso que te beija

 

   

Música Incidental: "Love Is a Many Splendored Thing" -Desconheço o autor da digitalização desta música, se você souber por favor mande-me um E-mail, para que os créditos devidos lhe sejam atribuídos.