Minhas mãos distraídas acordam confissões 
É que meu peito derrete silêncios 
Quando me chegas em horas insuspeitas 
Não me controla a sensatez 
Encontra-me sempre à revelia 
E enviesada de mim, envida-me 
Sabe-me aliciada e de fácil rendição 
Se me tocam as curvas do coração 
É que quando vago em teus destinos 
Desabrigo-me dos meus segredos 
Dou de ombros a tal ponderação 
Desaprendo de contenções, desvio-me 
Sou de intenções, de sentir farto 
E de entortar caminhos presumidos 
Cedo impunemente aos teus ardores 
Recitando murmúrios e todos os delírios 
Sei-me sempre assim sob tua mira 
São omissos os meus escudos 
O clamor que em inútil vigília 
Veste-se de súplica em meus dedos 
Por ti, oferto-me ao desatino, ao sonho 
Desguarneço-me de precauções 
E de qualquer compasso de espera 
Só me sei em ternuras e afetos 
E já agora, reviram-me as palavras 
Enleia-me o desejo inadiável e rebelde 
De sussurrar que te amo...

  Música Incidental: "Oh My Love" - John Lennon -Desconheço o autor da digitalização desta música, se você souber por favor mande-me um E-mail, para que os créditos devidos lhe sejam atribuídos.