SKANK


Precursor das bandas mineiras - Pato Fu, Jota Quest e Tianastácia - de pop rock, o Skank começou tocando em bares de Belo Horizonte e hoje é uma das maiores bandas do país graças a competência de seus músicos e do dom poético de Samuel Rosa e Chico Amaral, principais compositores das músicas da banda.

Historial

Em 1991, Samuel Rosa de Alvarenga, Haroldo Júlio Ferretti de Souza, Antônio Henrique Rocha Portugal e Marco Aurélio Moreira Zaneti eram músicos que tocavam em bares de Belo Horizonte. Cada um tocava em um lugar diferente. De vez em quando, se juntavam para tocar. Faziam uma caderneta de poupança para, um dia, lançar um conjunto. O investimento acabou dando certo, pois a banda desses quatro rapazes tornou-se uma febre nacional, vendendo milhões de cópias de seus discos.

Eles começaram tocando em um bar de Belo Horizonte, chamado Janis. Ao invés de proceder como a maioria dos grupos, que primeiro grava uma fita de demonstração e com ela tenta a sorte nas grandes gravadoras, o Skank (nome que significa uma cadência, uma forma de se dançar reggae) achou melhor fazer aquilo que qualquer gravadora faria: investiu o dinheiro da poupança em um CD (chamado Skank) e em um vídeo clip. Os 10 mil dólares serviram para gravar 3 mil CDs. Metade foi para gravadoras, rádios e imprensa. A outra metade, seria vendida para cobrir o investimento. Na festa de lançamento do CD, foram vendidas apenas 65 cópias.

O empresário do grupo, Fernando Furtado, conseguiu negociar o disco já pronto, com o selo Chaos, da gravadora Sony. A empresa pagou 10 mil dólares pela matriz do disco e investiu outros 10 mil numa remixagem, para deixá-lo com um som mais profissional. Foi um negócio da China para a gravadora, que na época estava reticente quanto à contratação de novatos. O primeiro disco do Skank acabou vendendo 150 mil cópias, o que já é bastante para os atuais padrões do pop brasileiro.

Quando perguntado qual o estilo de música do Skank, Samuel Rosa (vocal e guitarra) deu essa definição: "O reggae não é nosso estilo, mas nossa influência. O lance nosso é buscar algo brasileiro, de resgate. Se existisse um filão mercadológico de reggae brasileiro, eu não sei se o Skank poderia se encaixar. O Skank faz música popular brasileira, como o Roberto Carlos e João Gilberto..."

Em 1994, foi a vez de lançar o Calango. O nome foi tirado de uma espécie de repente que existe no interior de Minas Gerais. Inclusive, uma música desse álbum, "A Cerca", possui o estilo Calango de Minas. O primeiro álbum gravado pelo Skank, já contratados por uma gravadoa, não fez por menos! Vendeu 1 milhão de cópias, superando as expectativas dos rapazes do grupo. Este álbum emplacou vários sucessos, como: "É Proibido Fumar", "Jackie Tequila", "Te Ver", "Amolação" e "Pacato Cidadão", "Esmola" e "O Beijo e a Reza". Ou seja, quase que o CD inteiro.

Depois de rodar todo o Brasil com o Show Calango, foi a vez de lançar, em 1996, "O Samba Poconé". A música "Garota Nacional" saiu antes do lançamento do disco e já tinha virado uma febre em todas as rádios brasileiras. O álbum já vendeu mais de 1,5 milhões de cópias e o grupo ainda está fazendo shows pelo Brasil, divulgando-o. Para nós, fãs, isso significa que ainda é só o começo.

 

J. QUEST

Como a maioria das bandas de pop-rock do Brasil, o Jota Quest também começou tocando pelos bares de Belo Horizonte, com o nome de J.Quest. Graças à banda, muito mineiro nunca vai se esquecer de lugares como "Drosófila" e "Capitão Caverna".

No início, eram PJ e Paulinho. Vieram Márcio e Marco Túlio. Rogério só entraria para a banda após mais de dez tentativas de se encontrar o vocalista certo. Na época (primeira metade dos 90), a banda tocava, basicamente, James Brown, Jamiroquai, Chic, Black Rio, Kool and the Gang... Ou seja: 100 % black music.

A chegada de Rogério inaugurou uma nova fase na trajetória da banda. Fazendo um show atrás do outro, o (ainda) J.Quest passou a abrir as apresentações do Skank - que já era sucesso em Minas Gerais.

Em 95, juntando a grana dos shows com o que cada um tinha nos bolsos, o J.Quest lançou o primeiro CD, independente. E ninguém mais segurou o quinteto.

Mas, afinal, porque esse nome? Pra quem ainda não sabe a história, foi PJ quem, um dia, sugeriu - em homenagem ao conhecido desenho animado - batizar a banda de Johnny Quest. Todos toparam. Mas como o nome não coube no cartaz do show seguinte, eles optaram por J.Quest.

Só que a empresa Hanna-Barbera, detentora dos direitos autorais sobre o personagem, ouviu falar do grupo brasileiro - que já tocava em tudo quanto era rádio. Daí o resultado, com toda a malandragem brasileira: (finalmente) JOTA QUEST!

 

PATO FU

 

Os integrantes da Banda Pato Fu se conhceram na loja de Guitarras, que era de propriedade de John (Guitar Shop O primeiro disco lançado foi "Rotomusic de Liquidificapum", em 1993.
São componentes da Banda: Fernanda Takai - vocal; John compõe, toca guitarra, violão, faz alguns dos vocais e faz as programações eletrônicas de teclados e samplers; Ricardo que toca baixo, faz alguns dos vocais e participa com composições em todos os discos e Alexandre que toca bateria e percussões.
 
 
Fonte: Sites oficiais das bandas